Cinema novo de Jabor tem o pé no passado
Arnaldo Jabor, 60 anos, nunca escondeu de ninguém que queria voltar ao cinema. Mas, diante dos comentários espirituosos do diretor de Toda Nudez Será Castigada (1973) na televisão esperava-se bemmais de A Suprema Felicidade, filme que marca sua volta depois de 26 anos.
No último longa, Eu Sei que Vou Te Amar (1984), que premiou Fernanda Torres no Festival de Cannes, ele já deixava claro que tinha uma queda pela verborragia, algo que fazia todo sentido na época. Hoje, o excesso de texto, somado a um tom saudosista e à câmera confusa, enferruja a obra do diretor.
Em A Suprema Felicidade, ele foca na relação delicada do menino Paulo (Jayme Matarazzo) com seu avó, o boêmio Noel (Marco Nanini, o melhor do filme), para ilustrar o fim da inocência no Rio de Janeiro.